quinta-feira, setembro 24

Finalmente o preto dá lugar ao azul

Depois de 14 anos sem um álbum inédito, o Alice in chains lança o álbum "Black gives way to blue". É impossível não comentar a semelhança do nome do álbum com "Back in Black", do AC/DC (1980). As circunstâncias que nomearam os dois são as mesmas: retorno da banda após a morte de seus respectivos vocalistas.

Sem surpresas, um bom álbum. O guitarrista Jerry Cantrell continua tocando muito bem dentro do seu estilo e o novo vocalista, William DuVall, mostra-se bem integrado à banda.
A música que fecha o álbum é uma homenagem ao vocalista finado. Uma narrativa sobre o processo de cura da banda, que perdeu sua voz e uma peça fundamental de sua criação. A curiosidade é que nessa música o piano foi gravado por Elton John.

domingo, setembro 20

A minha princesa branca - Cecília Meireles

Estendo os olhos aos mares:
Ela anda pelas espumas...
- Serenidades lunares,
Tristezas suaves de brumas...

Ela anda nos céus vazios,
Em brancas noites morosas;
Mira-se na água dos rios,
Dorme na seda das rosas...

Passa em tudo, grave e mansa...
E, do seu gesto profundo,
Solta-se a grande esperança
De coisas fora do mundo...

Por sobre as almas vagueia:
Almas santas... Almas boas...
É um palor de lua cheia,
Na água morta das lagoas...

Quando contemplo as encostas,
De alma ansiosa por vencê-las,
Vejo-a no alto, de mãos postas,
Muda e coroada de estrelas...

E vou, sofrendo degredos,
A dominar os espaços...
Só quero beijar-lhe os dedos
E adormecer-lhe nos braços!

Nunca Mais, Cecília Meireles-Poesia Completa, vol. 01, editora Nova Fronteira, 2001.



Primeira edição do livro Nunca Mais é de 1923 pela editora A Grande Livraria Leite Ribeiro, 152 p.
Os primeiros livros de Cecília, nos quais se inclue Nunca Mais, não fazem parte da Obra Poética (1958) nem da Antologia Poética (1963), organizada pela autora.

"Talvez fosse correto pensar sua segunda coletânea, Nunca Mais... e Poema dos Poemas (1923), não pela excelência de seus poemas, que não ficam na memória do leitor, mas pela afirmação de uma atmosfera outonal, em que o eu se sente reduzido à condição fulgaz, sem lugar na história do mundo físico. ... Parca é a alegria em textos contaminados por um sentimento de impotência e de desilusão que leva o eu a abismar-se na contemplação do infinito representado principalmente pela noite, símbolo de tudo que se apaga. ...
Estes livros configuram um discurso que poderia ser definido como insinuante, sugestivo, tal o uso das reticências - as reticências estão para a linguagem como a neblina e o mistério para a vida física".

Comentários de Miguel Sanches Neto, no livro Cecília Meireles-Poesia Completa, vol. 01, editora Nova Fronteira, 2001.

segunda-feira, setembro 14

Jasmim-manga


Suas flores exalam um perfume agradável, que varia com a cor. Nas cores amarelas é mais intenso, enquanto nas brancas, rosas, vermelhas e bicolores seu aroma é mais discreto.
Perde completamente suas folhas no inverno, cobrindo-se de flores nos meses de primavera e verão.
Nome científico, Plumeria rubra, em homenagem ao botânico Charles Plumier (1646-1704).

fonte: O Livro de Ouro das Flores, Cecília Beatriz L. da Veiga Soares, ed. Ediouro, 2002.